PRÓXIMA MÚSICA
Title
Artist

TOCANDO AGORA


PRÓXIMA MÚSICA


PEDIDO MUSICAL

Seis meses sem saber quem matou Marielle

Hoje faz seis meses que a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados. O crime ainda é um mistério para a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Divisão de Homicídios teve o efetivo de policiais envolvidos nas investigações reduzido. Além da falta de efetivo, a Polícia Civil está em meio a uma análise que envolve, no mínimo, 40 mil páginas de dados de telefones celulares. Ao pedir informações para as concessionárias telefônicas, a polícia recebeu uma enorme quantidade de mensagens trocadas naquela região do crime e poucas mensagens de voz. O cruzamento de informações busca saber se esses telefones aparecem em outros pontos da cidade no dia do crime. Nem a delação de um suposto envolvido com as mortes clareou as investigações. As autoridades reclamam que o vazamento do depoimento acabou atrapalhando as investigações. De acordo com o depoimento, o vereador Marcelo Siciliano teria planejado a morte de Marielle, que foi executada a mando do miliciano Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando da Curicica. Nestes seis meses, o Disque Denúncia recebeu 190 denúncias sobre o caso. Segundo os investigadores, as informações indicaram linhas de investigação, mas não levaram a provas para o crime. Hoje a Anistia Internacional colocou um caminhão com um telão de led rodando a cidade, passando por órgãos do governo, exibindo a pergunta: “Quem matou Marielle”. A manifestação começou em ato público no Aterro do Flamengo, com a presença dos pais de Marielle, Marinete e Antônio Silva.

 

* na foto, a mãe de Marielle, Marinete Silva (à esquerda); o pai, Antônio Silva; e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck (no centro) ; durante ato no Aterro do Flamengo, cobrando solução do caso Marielle Franco e Anderson Gomes.